As coisas estavam indo bem nos Estados Unidos da América. A economia era forte e confiável. O consumo era alto, o crédito, farto. A confiança era tão grande que os bancos começaram a emprestar muito dinheiro para pessoas que, sabidamente, poderiam ter problemas para pagar as contas. Foi a chamada crise do subprime. A alta inadimplência no setor imobiliário gerou um efeito dominó que, em 2008, derrubou importantes instituições financeiras, como o tradicional banco de investimentos Lehman Brothers, e bolsas do mundo inteiro. Para conter uma quebradeira geral e irrestrita, o governo americano começou a injetar grandes quantias de dinheiro no mercado para estimular a recuperação da economia.Assim chegamos à crise de 2011. E todo aquele dinheiro despejado pela Casa Branca não fez o efeito desejado. A economia não se recuperou e os EUA, oficialmente em recessão, atingiram o limite de endividamento. Em outras palavras, a fonte secou e as contas se acumularam.
Para se livrar da saia justa de um calote, a única solução seria aumentar o teto da dívida americana. O problema é que, para isso, era preciso desempacar um burro e um elefante. Os partidos Republicano e Democrata fizeram da salvação um martírio.As disputas políticas, perigosamente em cima do vencimento das contas, fizeram com que uma (questionável) agência de classificação de risco rebaixasse a nota americana. E nada como uma nota baixa para assustar investidor. As bolsas all over the world tiveram desempenho desastroso e o medo ainda paira no ar.
No fim das "contas", o teto da dívida foi aumentado. Mas com confiança é aquela história, quando se perde demora a recuperar. Alguém já disse que no fim tudo dá certo, se não deu é porque ainda não acabou.
Tomara!
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