Neste post vamos revelar a conturbada relação entre dois monstros da economia brasileira. Para início de conversa é bom explicar o que significam as siglas. O Sistema Especial de Liquidação e de Custódia e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, vulgos SELIC e IPCA, funcionam como uma espécie de reguladores do consumo no país.
A SELIC é a taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central , o COPOM. Ela influencia a disposição que você e eu temos para comprar. Isso porque a taxa determina o volume de concessão de crédito no mercado, o que influencia diretamente no consumo.
É aí que entra o IPCA. O índice mede o equilíbrio entre consumo e produção. E a taxa de juros pode estimular ou desestimular esse consumo de acordo com a capacidade do mercado. Mas quando a taxa sobe ou desce bruscamente gera um desequilíbrio na economia.
A inflação é resultado desse processo. Quando a taxa de juros desce bruscamente, o consumo aumenta mais do que a capacidade de produção do mercado pode acompanhar. E aí, quanto mais procura e menos produtos disponíveis, maior o preço. Vem daí aquele sentimento de que o seu salário escorre pelos seus dedos.
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